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Associar para prosperar, unidos se vai mais longe

CLEMERSON MENDES

clemersonsm@msn.com

(colaboração de

José Roberto Gonçalves)

 

Qual a real importância para um empresário estar associado hoje em dia? Em tempos de crise como já dizia o famoso comercial de TV, a união faz a força. E é assim que trabalha a Associação Comercial e Empresarial de Sinop, com foco na humanização e na qualificação de peso de seus associados.

Uma entidade na qual quando precisa, levanta também a bandeira de defesa da população, reivindicando melhorias aos gestores públicos.

Apesar da crise que assola o país, as dificuldades não foram, e ainda continuam não sendo empecilho para ACES continuar trabalhando e mantendo o clima otimista. Hoje a Capital do Nortão é apontada como a 26ª melhor cidade do país para prosperar investimentos.

Para você empresário de qualquer ramo que ainda não é um associado, convidamos para a leitura abaixo da entrevista do Diário do Estado MT, com o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Sinop, Klayton Gonçalves, para entender essas e outras vantagens de fazer parte do associativismo. 

 

DIÁRIO DO ESTADO MT – Qual a importância que a Associação tem para o desenvolvimento de Sinop?

KLAYTON GONÇALVES – A missão de uma associação comercial é promover o associativismo. Fazer uma união dos empresários e trabalhar em prol do desenvolvimento econômico, das pessoas que vão influenciar neste desenvolvimento econômico, ações em conjunto, que beneficiam os empresários de modo geral, então nós existimos para promover um desenvolvimento socioeconômico. Desde a gestão retrasada, a Associação Comercial tem pensado no crescimento do município, e o nosso foco de gestão é desenvolvimento humano, promovendo palestras, cursos, treinamentos, pesquisas, para poder ofertar [às pessoas ligadas às empresas] e ter um resultado mais proveitoso. Às vezes as empresas estão em um cenário legal, com um movimento bom, Sinop é diferente, mas falta qualidade nas vendas, na gestão. Sempre promovemos palestras de peso e qualificação, café da manhã com empresários para discutir variados assuntos. Recentemente, a Aces levantou a bandeira para dar um ‘basta’ nos ambulantes no quadrilátero central [compreendido entre as avenidas Itaúbas, Figueiras, Jacarandás e Embaúbas], tem uma lei aprovada e nós ‘fomos pra cima’, cobramos a Prefeitura, secretário de Finanças, que foi muito parceiro e fez cumprir a lei. Então, nesses momentos, nota-se a diferença de quando você tem uma representatividade. Um empresário sozinho, não que ele não consiga, mas muitas vezes a reclama uníssona dele pode não surtir efeito. Mas quando você chega com uma associação que representa dezenas de empresários, a coisa muda. Ações como a relacionada ao IPTU anos passados, trabalhamos em cima disso. Aeroporto, nós abraçamos a causa. Nossos diretores ficaram o tempo inteiro viajando, inclusive com recursos próprios, para fazer esse aeroporto melhorar. Isso é uma coisa que, aos olhos de todos, passa despercebido, mas a Associação esteve presente e ajudou no desenvolvimento. Um grande empresário só vai investir em Sinop se a logística ajudar. A Associação não serve apenas para consultas ao SCPC e Serasa, ela vai muito além disso.

 

DE – Sobre essas ações mais humanizadas, a preocupação com as pessoas, nas empresas. Desde o início, notou-se uma melhoria no resultado final para essas empresas?

KG – É um processo lento, um trabalho ‘formiguinha’. Como Sinop é uma cidade emergente, que cresce muito rápido, a oferta de empregos com mão-de-obra qualificada é grande, tanto é que sempre tem ofertas de emprego, em contrapartida, sempre tem desempregados. Existe uma lacuna aí: a pessoa que quer trabalhar, e aquela que tem qualificação e especialização. A Aces percebe isso, principalmente quando vamos como clientes a uma loja e somos bem atendidos. Por isso que algumas empresas se destacam em crescimento e outras não. Nós fizemos uma ação no quadrilátero central sobre o estacionamento consciente, e nós acreditamos que boa parte do comércio na Avenida Júlio Campos é prejudicada porque o próprio lojista ou colaborador estaciona em frente ao local e o cliente não tem a vaga. Nós fizemos uma ação muito forte em cima disso. Uma quadra em específico abraçou a campanha 100%, foi notável o resultado das vendas dele. Foi muito maior o número de vendas, porque sempre tinha uma vaga para o cliente estacionar. A Aces promove essa consciência que o empresário já deveria ter. Isso pode afugentar o cliente. E um detalhe: ano que vem inaugura um shopping em Sinop, o estacionamento estará sendo cobrado, mas vai ter vaga à disposição do cliente. Se o empresário não se orientar logo, se conscientizar da importância do cliente poder chegar o mais próximo possível do seu estabelecimento, o shopping vai tomar esses clientes. Focamos não só no bom atendimento por parte do empresariado, mas principalmente a essas questões periféricas, que muitas vezes não está necessariamente dentro da loja, e sim fora dela. É preciso aprender também sobre fluxo financeiro. Nós fizemos, em parceria com a Norte Show, uma palestra que foi um sucesso, “Segredos e Sucessos da Gestão”, com Carlos Eduardo Bonato. Ele é um dos maiores especialistas na área, nós trouxemos de forma gratuita. É uma palestra que na Expogen, por exemplo, custa R$ 1,6 mil/ingresso. Nós estamos promovendo o núcleo das mulheres, queremos mostrar esse apoderamento feminino e o domínio delas no mercado de trabalho. Então, trabalhamos com desenvolvimento econômico, humano, pessoal e social. É importante que as pessoas busquem uma associação.

 

DE – Uma empresa que não esteja associada, o que ela deixa de ganhar?

KG – É o pacote do associativismo em primeiro lugar. Você terá palestras e treinamentos com valores diferenciados, muitos gratuitos e outros com bons descontos; vai receber informações e e-mails do que está acontecendo, do que estamos promovendo; vai ser informado/convocado para cafés da manhã, momento em que vamos discutir assuntos que sejam relevantes ao meio empresarial. O empresário acaba recebendo um ‘combo’ de coisas positivas. Mas isso não significa que o empresário que não esteja associado não vá crescer. Ele pode crescer, tem todos os seus méritos. Mas associar-se à Aces é importante para pensar no coletivo. Por exemplo, um empresário não pode brigar sozinho para retirar a circulação de ônibus na (Avenida) Júlio Campos, que também é uma ação que nós queremos. Sozinho fica mais difícil, mas em conjunto a ação pode acontecer.

 

DE – O cliente nota esse diferencial…

KG – Só para você entender: existe a Black Friday, hoje mundial, foi lançada nos Estados Unidos. Todo ano, numa sexta-feira, eles fazem promoção e o mundo inteiro compra. Nós percebemos que perdíamos muito, porque as pessoas preferiam comprar pela internet, em sites que não são de Sinop, deixa de fazer circular o dinheiro dentro do município. Daí criamos a campanha “Deu a Louca no Comércio”, que busca gerar uma grande promoção para movimentar os nossos associados, com valores diferenciados. O movimento chega a congestionar o quadrilátero central. Nós conscientizamos as empresas: faça uma promoção real para seu cliente ser beneficiado. Identificamos ela com estações diferentes, fazemos muitas empresas ganharem. Mas nesse mesmo espaço tem não associados que se beneficiam daquele que faz associativismo, daquele que está junto com a Associação Comercial e Empresarial de Sinop. Mas a sociedade percebe, porque este empresário não teve a mesma conscientização que o outro teve. O próprio Procon-Sinop, que era para ser um vilão do empresário, se tornou um grande um grande parceiro, com palestras orientativas. Muitas vezes, vinha o Procon Estadual e multava os empresários. E na época eu mesmo procurei o Cristiano Peixoto Duarte, advogada e que era o diretor do órgão, e ele deu uma ótima palestra para orientar o empresário. São inúmeros os benefícios ao se associar a uma entidade. E a Aces faz isso acontecer.

 

DE – E não adianta o Procon agir quando acontece o problema, é preciso prevenir também.

KG – Tanto é que o Procon-Sinop hoje é uma referência nacional em soluções, e ao trabalhar com a conscientização, automaticamente ele não tem tantas inflações e hoje oferece o conciliador online.

 

DE – O micro ou pequeno empresário, que está lendo essa matéria, e não está associado, caso ele tenha uma dúvida sobre se o tipo de comércio se encaixa para ser associado? Existe alguma limitação de ramo que, de repente, não abranja aquilo que este empresário necessita?

KG – Quando se fala Associação Comercial e Empresarial, empresa a gente atende de todos os ramos. E temos ofertas para MEI [Microempreendedor Individual], aquele que está iniciando para empreender, até o empresário Ltda. Me, ou da multinacional, atendemos todos. ‘E como saber se vale a pena participar de uma associação comercial? Só vendo à vista ou no cartão, então não vou participar de uma associação’. Essa é a maior confusão que as pessoas fazem, tanto é que nosso principal serviço hoje não é divulgar banco de dados ou consulta a esse banco. É importante que entendam que participar de uma associação comercial é para ficar antenado a tudo o que está acontecendo no seu setor ou no comércio municipal, ofertas, treinamentos, cursos, qualificação. É muito simples, é uma renovação contínua, até porque o consumidor já se renovou. Vale sim a pena buscar uma associação comercial, cobre-a, questione-a. Sinop já é diferente: sábado à tarde, em outras cidades, o comércio fecha às 12h. Já em Sinop nós temos supermercado funcionando até meia-noite; há lojas que funcionam até às 22h. A Associação Comercial, junto com a Prefeitura, está cobrando uma liberação de alvará para funcionamento em feriados para que o empresário não precise pagar. Única coisa que ele deve atender é a responsabilidade sindical, em relação à classe trabalhista dele, acertando banco de horas e hora extra. Se nós somos a ‘Capital do Nortão’, temos que agir como tal. É nessa linha que a Aces trabalha. Estamos lutando por coisas que, às vezes, nem o empresário imaginava, mas quando ele entra aqui para participar, ele se sente parte integrante da mudança.

 

DE – O que mudou, especialmente nesses últimos 5 anos, dentro da Aces que possa explicar esse crescimento que a associação teve?

KG – Primeiro, que nós estamos vindo de um cenário muito difícil, estamos vindo da maior crise econômica e política do nosso país. Muitos comerciantes jamais tinham visto algo parecido. A Aces e todo o comércio vem de um momento delicado, de crise. Mas, em momento algum nós desfocamos, temos crescido no sentido de ter pessoas que estão buscando essa qualidade, a Associação Comercial cresce, porque ela tem sempre um foco e um horizonte. Nós queremos ser referência em qualificação profissional dentro do município, queremos ser a casa do empresário. O mercado mudou: o que a gente faz hoje não serve amanhã, temos que descobrir antes do mercado mudar. A Aces aumentou o número de associados. Assim como todo o comércio, ela passou por um momento de dificuldade, e é o momento de a gente se reinventar. A Aces está muito otimista com Sinop. Vemos grandes comércios chegando, a cidade sendo apontada como a 26ª do país para investimento, a gente vê uma Fertipar, uma Inpasa chegando, uma Embrapa [Agrossilvipastoril] como referência nacional, indicação do Grupo Assaí querendo fazer a compra do estádio, isso é real, não é segredo. Sinop é diferente, e a Aces está surfando nessa onda, e queremos que o empresário surfe nela também. Por que alguns se desenvolvem tanto e outros não? Juntos, nós somos mais fortes. Sozinho você vai até mais rápido, acompanhado você vai mais longe. Sinop é extremamente competitiva, sendo sondada pelas maiores empresas e investidores do país e do mundo. Nós vimos o resultado de uma feira, a Norte Show, que nasceu há dois anos e não é possível mensurar o que vai ser da próxima feira. Qual tamanho você quer alcançar em Sinop? Você precisa de ajuda para prosperar, e essa ajuda você pode buscar na Associação Comercial.

 

DE – Como deve trabalhar a classe empresarial e os consumidores para que todos possam se unir e lutar contra o fantasma das crises, que vem assustando nos últimos anos?

KG – Primeiro passo da consciência é você ter a real situação na mão. Crise tem? Tem, teve, e o cenário hoje no Brasil não é o sonhado. Tem regiões que sofrem menos. A nossa região em específico sofreu menos porque Sinop é um polo para 32 cidades. Nós temos um consumo aumentado aqui. Nós competimos com internet. Duas coisas importantes: consumidor, tenha consciência daquilo que pode gastar, porque o papel da loja nesses momentos é facilitar a compra e abrir crédito, ter a consciência da compra positiva; no comércio, será que seus custos estão sendo calculados de forma correta? Será que este produto que comprou a R$ 10 e está vendendo a R$ 30 está te dando pelo menos 40% de lucro. O combustível que aumenta em São Paulo, no Rio, aumenta aqui. Se é 10% lá, é 10% aqui. Agora, estamos passando por um reajuste na energia elétrica. O que nós fazemos para driblar isso é ter controle para que eu possa compra-lo novamente; segundo lugar é ofertar algo a mais. Às vezes o cliente deixa de comprar um produto porque ele não teve um atendimento. O valor pode ser simbólico, a questão é você levar da melhor forma possível um bom atendimento. É essa loja que vai crescer, o negócio tem que ser bom para os dois. Não é só vender, vender, vender e não repor seu estoque. Ou então comprar, comprar, comprar e depois não pagar sua mercadoria. É o equilíbrio, neste sentido que temos que cuidar. O giro em Sinop é muito grande. É preciso qualificação. É esse encontro que nós devemos promover: da mão de obra com a gestão.

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