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CACB promove Seminário de Revisão Metodológica do Programa Empreender em Brasília

Nesta segunda-feira, dia 04 de maio, teve início o Seminário de Revisão Metodológica do Programa Empreender, em Brasília (DF). O evento segue até dia 07 de maio e visa, por meio de apresentações, formação de grupos de trabalho e debates, aprimorar a metodologia utilizada no programa. Membros da CACB (Confederação das Associações Comerciais do Brasil), Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), Federações de diversas regiões do Brasil e empresários de núcleos setoriais estarão, de forma conjunta, dialogando sobre melhorias para o Empreender durante os dias do evento.

No primeiro dia, houve abertura do seminário pela CACB e Sebrae, seguida por apresentação dos participantes e apresentação da programação e objetivos específicos do evento. O coordenador do Empreender, Carlos Rezende, apresentou histórico do programa que, hoje em dia, é reconhecido internacionalmente, bem como mostrou pesquisas realizadas ao longo dos anos que mostram a importância de associações comerciais estruturadas para a eficácia da metodologia, entre outras questões. Ele afirma que, nessa nova etapa, o foco é resgatar o cárater nacional do projeto, além de atender as demandas dos estados, que cresceu com o passar dos anos: em Minas Gerais, por exemplo, quase 100 cidades são atendidas pelo Empreender, sendo que o estado começou com 15.

Utilizando a metodologia World Café, os participantes discutiram sobre três eixos do Empreender: Metodologia (implementação dos Núcleos Setoriais), Seleção e formação de consultores e Coordenação e Financiamento do Programa. A metodologia consiste na divisão dos participantes em grupos para discussão, no entanto, as pessoas circulam entre os grupos formados, o que torna o debate complexo e polinizado. Ao final do processo, que tem o objetivo de fazer com que a inteligência coletiva se sobressaia, os grupos analisam os resultados obtidos.

O Programa Empreender é uma iniciativa da CACB, em parceria com o Sebrae, que busca o fortalecimento da micro e pequena empresa ao reunir empresários de um mesmo município nos chamados núcleos setoriais. Para os próximos dias, estão previstas apresentações de empresários, apresentação da Microempa, discussões sobre o Programa Empreender de acordo com necessidades regionais específicas, entre outras ações. No último dia, haverá consolidação final da proposta metodológica do Programa Empreender.

Empresários apresentam sugestões 

A fim de revitalizar a metodologia do Empreender, empresários experientes apontaram críticas construtivas e sugestões na manhã desta terça-feira (05/05), durante o Seminário de Revisão Metodológica do Programa Empreender. O evento teve início ontem, no Hotel Cullinan, em Brasília, e será finalizado na quinta-feira (07/05), com a consolidação final das propostas para a melhoria do projeto. 

Siro Canabarro, vice-presidente da microempresa da Associação Comercial e Industrial de Cascavel (ACIC), no PR, elogiou a força dos núcleos setoriais por conseguirem manter empresas ativas por muito tempo. “O Núcleo de Informática [da ACIC] existe desde 1999 e já tivemos muitas ações, especialmente, feiras. Dentro do núcleo setorial, surgiu o Sicoob [Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil], que hoje é uma cooperativa forte, com cerca de 20 agências e 20 mil associados. Tudo isso torna cada vez mais importante o projeto Empreender”, disse. 

Entre os maiores obstáculos mencionados por Siro, estiveram em destaque o acesso a recursos financeiros e as dificuldades para obter mão de obra capacitada. “A maior parte dos projetos morre por falta de recursos. Existe gente no mercado, mas falta especialização. Hoje as empresas não crescem por falta de mão de obra”, criticou Siro, que também é empresário na área de tecnologia. 

Em suas sugestões, Canabarro afirmou que os projetos do Empreender não devem durar mais do que 12 meses, pois os de longo prazo tornam a gestão mais difícil. Além disso, sugeriu que haja mais ações estruturantes de desenvolvimento local, e não apenas pontuais. “É necessário haver mais trabalho de gestão das empresas, e não só palestras, porque o empresário assiste uma apresentação e, na semana seguinte, já se esqueceu do que aprendeu. É necessário um acompanhamento mais próximo, uma tutoria do empresário.”

Para Christian Dilhmann, engenheiro e empresário do Núcleo de Ferramentaria da Associação Comercial e Industrial de Joinville (ACIJ), em SC, é preciso conscientizar os empresários sobre o funcionamento do núcleo setorial antes mesmo de criá-lo. “Isso é decisivo para o sucesso do núcleo, senão acaba demandando muito esforço da CACB, do Sebrae, da Associação… Os empresários precisam entender que captar recursos é um dos fatores do núcleo. Também é necessário aumentar a rede de relacionamentos, melhorar processos produtivos, fidelizar clientes e ter lucro. Vinculando-se a um núcleo setorial, com a troca de experiências e boas práticas, o sucesso fica mais acessível, mas o empresário tem que saber que não é tão simples”, disse. 

Planejamento estratégico após a criação do núcleo setorial, política de retenção do consultor e ações inovadoras também foram destacadas por Dihlmann. Ele ainda ressaltou a necessidade de um follow-up da empresas. “Tem que haver um acompanhamento das ações. Após terminar o projeto, é preciso verificar se a empresa deu continuidade ao desenvolvimento. Isso é fundamental”, apontou. 

Christian acredita também que realizar confraternizações também é importante para melhorar o relacionamento entre os integrantes do núcleo, pois gera união e confiança. 

Fonte: CACB

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