Início » Imprensa » Notícias » Setor do Comércio trata do PLC do Aumento de Impostos com secretário de Fazenda

Setor do Comércio trata do PLC do Aumento de Impostos com secretário de Fazenda

Após analisar os impactos que o projeto de lei complementar nº 53/2019, do Poder Executivo, intitulado “PLC do Aumento de Impostos”, por trazer em seu interior uma reforma tributária para o estado, a comissão que representa o setor do comércio mato-grossense esteve reunida nesta sexta-feira (05.07), na Sefaz-MT, com o secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo e equipe técnica, para apresentar os pontos que comprovam o aumento da carga tributária em Mato Grosso.
O secretário recebeu, detalhadamente, os relatórios apresentados por segmentos empresariais do comércio, onde mostram aumento entre 30% a 90% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS), para produtos de calçados e vestuários, por exemplo, caso o novo regime de tributação (Conta Gráfica) passe a valer no PLC.
O presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado de Mato Grosso (Facmat) e da Associação Comercial e Empresaria de Cuiabá (ACC), Jonas Alves, falou da preocupação dos empresários e de todas as Associações Comerciais dos municípios em relação ao projeto. Segundo ele, todos estão trabalhando a fim de esclarecer os deputados sobre os impactos do PLC. 
“Estamos preocupados com o PLC do Aumento de Impostos, justamente porque vai aumentar o preço dos produtos na ponta, para o consumidor. Da forma que está, todos os segmentos serão afetados, como o preço da carne que vai aumentar, dos remédios e de todos os produtos que serão impactados pela nova reforma. Estamos conversando isso com o governo e esclarecendo os deputados para que esse impacto seja o menor possível. Todas as Federações e entidades do comércio estão trabalhando em conjunto e constantemente para esclarecer os diversos pontos que constam no projeto”, destacou Jonas Alves. 
Outro ponto que tem prejudicado o desenvolvimento econômico do estado, apresentado pela comissão, é o “represamento” das empresas enquadradas no Simples Nacional, que correspondem a 95% do total de estabelecimentos instalados no estado, pelo fato da carga tributária ser bem menor. Para isso, foi sugerido o escalonamento gradativo do imposto para empresas que saírem do Simples, que tem limite de receita bruta de R$ 3,8 milhões anual.
“Os impostos cobrados para empresas fora do Simples travam o crescimento natural delas e emperram o aumento da arrecadação para o governo estadual. Tal situação pode contribuir para o aumento da informalidade das empresas”, disse o diretor do Sindicato do Comércio Varejista de Calçados e Couros de Mato Grosso (Sincalco-MT), Júnior Vidotti.
Rogério Gallo disse que o novo regime de tributação traz solução para o comércio como um todo, principalmente segurança jurídica. “Falta apenas acertar pontos que o setor apresentou hoje e que serão submetidos à análise. Posteriormente, vamos realizar outras reuniões com o setor para melhorar o projeto”.
A comissão é composta por 13 entidades: Facmat, Fecomércio-MT, FCDL-MT, Facmat, Adimat, CDL Cuiabá, Sincofarma, Sincalco, SHRBS-MT, Sindcamaf, Sindióptica-MT e Sincad-MT. 
Redação: Assessoria de Imprensa da Facmat, com informações da Fecomércio-MT

Facebook
Twitter
LinkedIn

Mais