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Sinop sedia seminário sobre energia sustentável para pequenos negócios

No próximo dia 09 de maio, o município de Sinop sediará o seminário de apresentação do Pluz, Programa de Financiamento de Energia Solar para Pequenos Negócios. A iniciativa busca estimular a geração de energia fotovoltaica como aliada das pequenas empresas e de produtores rurais já que Mato Grosso recebe um alto índice de irradiação solar durante o ano inteiro, mas tem apenas 2%, cerca de 500 unidades, conectadas ao sistema de geração distribuída de energia do país – no Brasil são mais de 25 mil unidades. O evento promovido pelo Sebrae será realizado, às 19h, na Sindusmad, localizada na avenida dos Jacarandás, 3.184, Setor Industrial.

O evento será aberto com uma palestra sobre como reduzir custos para competir. Em seguida, representantes do Sebrae, Banco do Brasil e da empresa WEG, apresentam o painel “Energia solar e competitividade dos pequenos negócios”.

O diretor-superintendente do Sebrae/MT, José Guilherme Barbosa Ribeiro, enfatiza que a parceria e a cooperação têm a função de fazer ecoar na sociedade e junto aos empresários um novo alerta positivo das  possibilidades exponenciais  que Mato Grosso tem em desenvolver-se no campo da inovação e da tecnologia, conectando-se às tendências atuais de produção limpa e sustentável, de alto valor agregado, eque  inclui as micro e pequenas empresas, especialmente na prestação de serviços em larga escala. “Estamos atentos a tudo o que vem ocorrendo no mundo e não podemos deixar de visualizar as oportunidades reais de negócios, ligados à produção de energia, com vantagens para os pequenos negócios do Estado. Temos um potencial imenso e a hora de agir é agora”, diz Ribeiro.

 

FCO

    O Programa Pluz tem 60 dias de duração e se encerra no próximo dia 31 de julho.Como demanda um investimento de médio e grande porte, as empresas e produtores rurais contam com condições especiais para viabilizar a execução do projeto. O Banco do Brasil vai efetuar o repasse de recursos por meio do FCO – Fundo Constitucional do Centro-Oeste, que opera atualmente com taxas de juros atrativas, entre 6% e 7% ao ano. O Sebrae poderá ser avalista complementar de financiamentos para pequenos negócios por meio do Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (FAMPE), garantindo até 80% da operação no BB.

“Temos a terceira maior tarifa de energia do país o que impacta negativamente na competitividade das nossas empresas. Já existe um estímulo para a instalação da energia solar em residências, faltava esse olhar para as empresas”, analisa o Gerente de Sustentabilidade de Pequenos Negócios do Sebrae Mato Grosso, José Santiago.

 A ampliação do acesso à energia fotovoltaica favorece o desenvolvimento econômico local, com a geração de emprego e renda,valoriza o uso da energia limpa e beneficia todos os envolvidos na cadeia produtiva da energia sustentável, uma vez que amplia as possibilidades para profissionais e empresas do setor executar os serviços de instalação de um maior número de micro e mini usinas fotovoltaicas, estimulando a concorrência com empresas nacionais e internacionais do segmento.

“A parceria entre BB, Sebrae e a empresa WEG,tem como objetivo maior a integração de tecnologia, sustentabilidade e inovação para gerar valor ao negócio das empresas na forma de redução de custos e assim proporcionar um ambiente mais favorável ao crescimento dos negócios no Estado”,avalia Sotero Sierra Neto, Superintendente Estadual do Banco do Brasil.

 

Competitividadee eficiência

Além de estimular práticas sustentáveis para uma sociedade mais consciente, o olhar para a conta de luz aborda uma análise de sobrevivência do próprio negócio. O analista e economista do Sebrae MT, Fábio Apolinário da Silva, destaca a redução de custos das empresas como fator de aumento da competitividade. “Para lucrar mais, é preciso aumentar receitas e produtividade e diminuir os custos”, afirmou.  Para ele, o Brasil está perdendo em competitividade, porque está perdendo em produtividade. A energia solar fotovoltaica significa inovação e mais eficiência. “Quanto mais caro é o custo da energia, o tempo de retorno do investimento em tecnologia solar é menor”,resumiu o economista.

Tomando como exemplo uma pequena empresa do setor comercial que consome em média 2.000 kWh por mês, seria necessário um investimento na ordem de R$ 86.800,00 com pay-back de 5 anos para o retorno do investimento e 95% de economia na conta de luz.

Além de suprir o consumo de energia da residência no momento em que é gerada, a legislação da Geração Distribuída (GD) permite que o consumidor deposite na rede o excedente da energia solar produzida por sua micro usina particular para ser transforma do em créditos junto à concessionária de energia utilizados em dias de chuva ou à noite.

 

Serviço

Seminário de apresentação do Programa Pluz

Data: 09/05/2018
Horário: 19h
Local: Sindusmad – Avenida dos Jacarandás, 3.184, Setor Industrial – Sinop MT

Redação 

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