Quando na década de 70 o economista Muhammad Yunus, de Bangladesh, conhecido como o ‘banqueiro dos pobres‘, chegou a emprestar dinheiro do próprio bolso para pessoas carentes saírem da pobreza através de atividades produtivas, não poderia imaginar que 2006 seria reconhecido com o Prêmio Nobel da Paz. Não supunha também, que sua ação se tornaria base para programas de incentivo na área governamental, voltados ao microcrédito, em diversas partes do mundo. Programas que decolaram, transformando vidas e moldando uma nova forma de sobrevivência pessoal e empresarial.
Dentro das políticas públicas implementadas com sucesso por governos em níveis federal, estadual e municipal não se pode questionar os programas que contemplam o microcrédito, uma das principais iniciativas voltadas ao combate a informalidade e a expansão de negócios. Políticas que contribuem sem dúvida com o desenvolvimento socioeconômico, não só pela importância que o recurso financeiro tem para os que se lançam ao empreendedorismo.
Merece ser evidenciado que o microcrédito, cresce vertiginosamente no Brasil. Empresas classificadas como micro e pequenas, cerca de nove milhões no país, que correspondem a 27% do PIB, tem também via microfinanciamentos, uma forma de obterem capital de giro.
Desde o ano de 2004 o Microcrédito está presente nas políticas públicas do Governo de Mato Grosso, já beneficiando mais de 5 mil microeempreendedores.Tem sido uma forma muito eficiente de alavancar pequenos negócios, dando assim a esperança para aqueles que com criatividade e muita força de vontade conquistam um lugar no mercado, passando também a gerar riquezas, emprego e renda.
Na maioria das vezes acessam este benefício pessoas pobres, que encontram no microcrédito uma espécie de luz bem no finalzinho do túnel, ou seja, tem com clareza ferramentas que possibilitam grandes oportunidade de inclusão, a começar pela relação de confiança estabelecida entre a instituição financiadora e o que necessita de financiamento. Isso passa não só pela liberação do empréstimo, mas em alguns casos com a própria educação financeira.
Via a Agência de Fomento de Mato Grosso o governo capacitou recentemente, técnicos para operar o ‘Inovacred’, criado pela Finep- Agência Brasileira de Inovação, para liberação da linha de financiamento visando o suporte financeiro às empresas dispostas a inovar o mercado. Vale destacar também que dentro dos microfinanciamentos, disponibilizados via MT Fomento, tem um que é exclusivo para microfranquias e estabelecimentos comerciais, que liberam até R$ 50 mil, com prazo de 60 meses, sendo um ano de carência. São muitos os exemplos, e as opções de crédito facilitadas, é interessante quem pretende acessar, pesquisar, se orientar e se direcionar para a melhor opção.
Uma pessoa pode ser empreendedora individual, ou seu empreendimento pode ser micro, mas sua visão e busca por informações, pode torná-la: pequena, média ou grande. Conheço muitos cases de sucesso neste sentido, e asseguro que só vontade de crescer não leva ao crescimento. Não são raras as vezes que é preciso buscar recursos como forma de incentivo a expansão e se capacitar mais para empreender com sucesso. Empenho, trabalho e disposição para enfrentar desafios sempre estão no caminhar de quem quer sair do lugar comum e vencer.
Pedro Nadaf, é secretário-chefe da Casa Civil e presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso-Fecomércio/Sesc e Senac